A Nossa Clínica

A Vetcondeixa, fundada em 30 de Dezembro de 1990, localiza-se em Condeixa-a-Nova, dispõe de generosas instalações, moderno equipamento e sofisticados meios auxiliares de diagnóstico.

Disponibiliza um horário de atendimento alargado, (de segunda a sexta da 10:00h as 13:00h e das 15:00h as 20:30h e aos sábados das 10:00h as 13:00h e das 15:00h as 18:00h) e uma equipa de profissionais atenta às necessidades dos clientes que nos visitam.

A nossa essência é a prestação de um serviço de excelência ao nível dos cuidados médicos de animais de companhia.

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sexta-feira, dezembro 31, 2010

Maltratar Animais Em Espanha Passa A Ser Crime!!!

Os Espanhóis dão um passo à frente do resto do Mundo na protecção dos direitos dos Animais!:) Em Portugal ainda os legisladores nem sonham com isso, infelizmente. :(
"Maltratar um animal doméstico, mesmo sem a agravante de crueldade passou a ser considerado crime a partir do dia 23 de Dezembro em Espanha e será punido com penas que variam de três meses a um ano de prisão e restrição de um ano a três anos para trabalhar em qualquer emprego relacionado com animais.

Isto foi possível graças à entrada em vigor da recente reforma do Código Penal. Até agora, o artigo 337 do Código Penal considerava como crimes apenas actos de quem “maltratasse animais com crueldade e injustificadamente, provocando morte ou ferimentos que produzissem uma grave deficiência física”.

De acordo com informações da AnimaNaturalis, esta infracção será penalizada com três meses a um ano de prisão e proibição de um a três anos para o exercício do comércio, profissão ou negócio que seja relacionado com os animais.

A reforma do Código Penal mantém as penas, mas elimina a exigência de crueldade para garantir maior proteção aos “animais domésticos ou domesticados”, uma vez que “dificultava significativamente a aplicação” do crime.

Além disso, o Código Penal inclui outras novidades relacionadas com os animais, como abandonar um animal de estimação de maneira que “coloque sua vida ou a integridade física em risco”, agora com punição de 15 dias a 2 meses em vez dos 10 a 30 dias.

E declaração à Servimédia, Daniel Golden, advogado especializado em direito dos animais, disse que, com essa alteração, podem considerar-se crimes tanto matar um cão com um tiro quanto não levar um animal de estimação ao veterinário sabendo que ele está doente e que pode acabar com ferimentos graves ou morto.

“Já denúncias processuais em que se disparou contra um animal, mas, como ele morreu com o primeiro tiro, considerou-se que não houve crueldade e o acusado foi absolvido. Com a nova versão, este caso seria claramente uma sentença de condenação”, afirmou.

Dorado, que gere a página web www.abogadodeanimales.com, considerou “positiva” a mudança no Código Penal, mas ressaltou que se trata de “reforma insuficiente, porque as penas ainda são muito brandas”, tendo defendido seu endurecimento.


Pelos Animais

segunda-feira, outubro 04, 2010

PROCURA-SE CRIMINOSO

Recebemos este mail e decidimos divulgar esta crueladade e colaborar na procura do autor deste horrível crime :

Boa tarde, Ontem de madrugada (por volta das 3:30 da manhã), na zona da Solum (Av. António Portugal), um indíviduo jovem e num carro de cor preta, tirou da mala do carro um cão de raça/arraçado Pastor Alemão, colocou uma trela ao animal, e após prender a mesma ao carro, decidiu por o carro em movimento com o animal atrás preso à mala. Irei falar hoje com as pessoas que testemunharam esta crueldade de forma a ter acesso a mais dados, nomedamente a marca e matrícula do veículo. Peço-vos pf que divulguem este email para todos os v/ contactos na zona de Coimbra, de forma a que se encontre a besta que fez isto.Alguém deve ter visto e o seu testemunho será fundamental para que seja responsabilizado pelo seu acto. Obrigada, Catarina Marquescatarinaisabmarques@gmail.com
Pelos Animais

quinta-feira, setembro 16, 2010

ATIRADOS PELA JANELA!!!




Recebemos esta mensagem que não poderiamos deixar de publicar. infelizmente não é a primeria vez que ouvimos histórias desse calibre :(


"Por altura do S. João na Tocha (Cantanhede) ia eu a caminho de casa quando no carro que se deslocava à minha frente vejo a atirarem pela janela e em andamento duas coisas que me pareceram dois cães. Não parei logo, porque não podia, mas como aquilo não me saía da cabeça voltei para trás e qual não é o meu espanto... eram mesmo 2 cães.... um casal, cheios de parasitas e claros atordoados pelo tombo, mas aparentemente saudáveis... Trouxe-os para casa e no dia a seguir levei-os ao veterinário. Felizmente não tem nada.... Até agora tem estado num terreno, onde tem um sitio para dormir e vou visitá-los todos os dias e dar comer e água claro. Mas não dá para continuar assim vem aí o frio e sei que não é a melhor situação. Já os podia ter dado, mas como era para estarem presos a tomar conta de galinhas..... achei melhor não. Quem estiver interessado em ficar com eles contacte-me para o meu facebook. Não é necessário assinar papeis mas gostaria que fossem pessoas que cuidassem bem deles, acho que já sofreram que chegue. "

CONTACTO: nelitagabriel@live.com.pt

Pelos Animais

sexta-feira, outubro 02, 2009

Massacre nas Berlengas

No CRAM-Quiaios da SPVS têm chegado ultimamente um elevado número de aves, nomeadamente gansos patola (Sula bassana) com anzois presos no aparelho digestivo, e com esta reportagem talvez tenhamos encontrado a origem desse terrível problema. Vejam o filme.


"É com um misto de repúdio e tristeza que se observam imagens deste género.
Se não fossem estas "almas caridosas", amantes do mar que por acaso andavam a fazer mergulho e filmagens, qual seria o destino de todas estas aves que vemos nas imagens à superfície da água. Gansos patolas, cagarras e até um cação foi salvo segundo relatos dos próprios. Onde andam os fiscais, a passear nas viaturas em terra? Não deveriam os donos destas "artes" (que de arte nada têm) de pesca serem severamente punidos? Tratasse de uma área protegida, Ilhas Berlengas; protegida de quê? A mesma situação acontece frequentemente na zona de Esposende e Ofir (parque litoral norte). Urge que se tomem medidas em todos os quadrantes, pois o mar é de todos e por todos deverá ser preservado para as gerações vindouras.
Luís Dias"
Pelos Animais

quarta-feira, setembro 16, 2009

Mike Sobrevive

Foi publicado no Diário de Coimbra esta notícia:


"Escrito por Margarida Alvarinhas
GNR tomou conta da ocorrência
Cães em Condeixa estão a serenvenenados com estricnina Veterinário suspeita do uso do veneno, mas substância letal nãoé comercializada. Sete cães já morreram e um está internado.
Pelo menos sete cães já morreram e um permanece internado, numa clínica veterinária de Condeixa-a-Nova, com prognóstico reservado. Suspeita-se de envenenamento e é possível, de acordo com o veterinário Salvador Mascarenhas, que existam outros cães afectados, senão mesmo mortos. Todos os casos registados se verificaram entre terça e quarta-feira, na zona do Gorgulhão, em Condeixa.Salvador Mascarenhas denuncia a situação. Embora as análises ainda não o tenham comprovado, suspeita que se trate de envenenamento por estricnina. «Os cães começaram a morrer muito rapidamente e os sintomas indicam que se trata de estricnina», conta ao Diário de Coimbra. Como foi adquirida esta substância «tão letal» não consegue explicar, até porque em causa está um «veneno muito forte» que não é comercializado. António Anselmo tem dois cães. Ou pelo menos tinha, porque um deles morreu envenenado, com «fortes convulsões», e o outro permanece internado na clínica de Condeixa, a soro e com prognóstico reservado. Não tem dúvidas em afirmar que os cães foram envenenados através da ingestão de um pedaço de carne que se encontrava na zona onde os animais andaram a passear. De resto, tratou de guardar esse pedaço de carne e mandar para Lisboa para análise, assim como órgãos do cão que morreu, retirados pelo veterinário municipal de PFoi publicado no Diario d eCoimbra enela que fez a autópsia ao animal. Aguarda agora pelos resultados, assim como pelo desenvolvimento da queixa que apresentou na GNR de Condeixa. Ao local, a GNR enviou uma equipa do ambiente e natureza e, segundo informações do comando territorial, estão a ser tomadas «as medidas estritamente necessárias».A situação é inédita naquela zona. Salvador Mascarenhas lamenta estes «maus tratos contra os animais» e o perigo que constitui o uso do veneno em suspeita. «É muito perigoso, até porque há crianças que brincam naquela zona», alerta. Quanto aos cães, acabam por morrer de asfixia. Depois da ingestão, explica, «qualquer estímulo provocado ao cão aumenta brutalmente. O cão estica-se de tal maneira que não consegue respirar». "


Pelos Animais

Piggy

A Piggy não gosta muito das picas, mas o benefício é bem maior que a "picadinha de mosca" :)


A Piggy. Que se passa aí dentro da cabeça da cadelinha? Vamos um dia saber?

A Piggy veio hoje fazer a sua primovacinação e desparasitação antes de conhecer os seus novos donos. Esta cadelinha heróica tem uma história de abandono e sofrimento; foi encontrada no lixo pelos lados da Lousã juntamente com os irmãos da mesma ninhada tendo sido a única sobrevivente deste brutal acto. A AGIR protegeu-a e bem e hoje ela recebe a vacina de protecção contra os microscópicos males do mundo canino. Força Piggy!! :)


Pelos Animais

quinta-feira, julho 16, 2009

Gatinha Cinzenta Carente

gatinha procura dono/a




Este linda gata de dois meses e encontrada numa rua algures em Coimbra, após atropelamento e abandono, recuperou na nossa clínica e agora procura um amigo/a para a vida inteira e promete ronronadelas e momentos felizes. 969032126 ou 239945057 ou vetcondeixa.lda@gmail.com.
Pelos Animais



O filme da gatinha :)


quinta-feira, junho 25, 2009

Enterrados Vivos!!!

Estas duas maravilhosas cadelinhas, que agora têm uma semana de vida, foram encontradas enterradas vivas, juntamente com os irmãos que não tiveram a sorte de sobreviver. A cadelinha preta tinha o focinho à mostra, o que chamou a atenção dos seus salvadores, que logo as desenterraram e cuidam delas. Hoje vieram à consulta para ver se estavam bem e para resolvermos o meteorismo (gases intestinais) na cadelinha creme após a sua mamada no biberão. Daqui a uma semana voltam para serem desparasitadas e serem observadas novamente. Revolta-nos que ainda enterrem vivas crias não desejadas, existindo hoje não só a possibilidade de castrarem as fêmeas e os machos que não são para reprodução, como métodos mais "humanos" para a eutanásia de neonatos. Sabemos que a legislação em Portugal é muito permissiva e branda respeitante à punição dos atentados à vida animal e além disso a pouca lei que existe muitas vezes não é aplicada. Neste momento estão-se a recolher assinaturas para a fundação de um Partido pelos Animais, e são necessárias 7500 assinaturas de cidadãos eleitores. Podem entrar aqui no site e imprimir o folheto das assinaturas e recolher assinaturas também pelos seus amigos ou mesmo passar na nossa clínica e assinar ; http://www.partidopelosanimais.com/. Afinal, tudo vale a pena se a alma não é pequena. :)
Pelos Animais





Pelos Animais

segunda-feira, junho 22, 2009

Ajudemos os Golfinhos


"A única maneira de se acabar com este tipo de sofrimento animal promovido pela indústria de entretenimento é não lhe dar suporte.
Imagine que você é um jovem golfinho. O oceano é seu playground e você nada até 40 milhas por dia, atrás de peixes e brincando com seus amigos.
Agora imagine que você é violentamente arrancado
de sua casa e vendido a um parque marinho onde
tem que saltar através de arcos e interagir com o público pagante para receber comida. Entre os shows você é forçado a esperar num tanque de tamanho suficiente para te conter. Se quisesse nadar
40 milhas teria que circular o tanque 3.500 vezes.

Infelizmente, esta é a vida de centenas de golfinhos mantidos em cativeiro para entreter seres humanos em todo o mundo. Infelizmente, o “sorriso” do golfinho é sua perdição. Só porque ele “parece feliz” não significa que esteja feliz. De fato isto não poderia ser mais falso. Eis aqui porque:

Na natureza, os golfinhos usam seu instinto natural para conseguir seu alimento. Seus corpos são feitos para a velocidade e pegar peixes é divertido.
Tudo o que podem esperar no cativeiro é ganhar alguns peixes mortos depois que fazem acrobacias.
A única razão pela qual fazem acrobacias é por estarem com fome.

Na natureza, os golfinhos utilizam seu sonar sofisticado para explorar seu ambiente e
se comunicar com outros golfinhos. No cativeiro eles são mantidos em pequenos tanques de concreto,
ou gaiolas no mar, muitas vezes em isolamento e
água suja. Num tanque, seu sonar se torna seu inimigo, ecoando das paredes de volta para eles.
Seu único contacto é com o treinador e os clientes
que pagam para ver sua performance ou montar neles. Pode ser a realização de um sonho de algumas pessoas passar algum tempo na água com golfinhos, mas quando retornam para casa, se sentindo felizes e realizados após sua experiência, devem saber que os golfinhos voltam para seu tanque ou gaiola – sozinhos.
Na natureza, os golfinhos vivem em pequenos grupos. Eles são altamente sociáveis e os jovens continuam perto de suas mães por muitos anos. Quando são violentamente arrancados dos oceanos, eles são separados para sempre de seus grupos. Os criados em cativeiro nunca terão a chance de formar um laço duradouro com
sua mãe.
Na natureza, um golfinho protege sua pele sensível do sol quente mergulhando em água profunda. De fato, golfinhos silvestres passam cerca de 80% do tempo sob a superfície.

Golfinhos de cativeiro, por outro lado, só podem nadar uns poucos metros antes que uma parede o pare e não podem mergulhar tão profundo quanto normalmente o fariam. Nos delfinários não há sombra do sol quente e muitos golfinhos formam bolhas na pele. A maioria dos golfinhos de cativeiro são mantidos em água marinha artificial, clorada, que pode queimar seus olhos.
A coisa mais importante que se pode fazer é não comprar entradas para um show de parque aquático ou programas de “nadar com golfinhos” – e falar para outras pessoas não o fazerem também. "
por Elizabeth Mac Gregor
Fonte: Elizabeth Mac Gregor, WSPA –World Society for the Protection of Animals wspabrzl@us.com.br
Animals International n º 65, de junho de 2002


Assine aqui a petiçao : http://www.thepetitionsite.com/takeaction/886955832

Pelos Animais

sexta-feira, fevereiro 20, 2009

Pudesse eu, e fecharia todos os zoológicos do mundo



Susi


By José Saramago in O caderno de Saramago



Pudesse eu, e fecharia todos os zoológicos do mundo. Pudesse eu, e proibiria a utilização de animais nos espectáculos de circo. Não devo ser o único a pensar assim, mas arrisco o protesto, a indignação, a ira da maioria a quem encanta ver animais atrás de grades ou em espaços onde mal podem mover-se como lhes pede a sua natureza. Isto no que toca aos zoológicos. Mais deprimentes do que esses parques, só os espectáculos de circo que conseguem a proeza de tornar ridículos os patéticos cães vestidos de saias, as focas a bater palmas com as barbatanas, os cavalos empenachados, os macacos de bicicleta, os leões saltando arcos, as mulas treinadas para perseguir figurantes vestidos de preto, os elefantes mal equilibrados em esferas de metal móveis. Que é divertido, as crianças adoram, dizem os pais, os quais, para completa educação dos seus rebentos, deveriam levá-los também às sessões de treino (ou de tortura?) suportadas até à agonia pelos pobres animais, vítimas inermes da crueldade humana. Os pais também dizem que as visitas ao zoológico são altamente instrutivas. Talvez o tivessem sido no passado, e ainda assim duvido, mas hoje, graças aos inúmeros documentários sobre a vida animal que as televisões passam a toda a hora, se é educação que se pretende, ela aí está à espera.



Perguntar-se-á a que propósito vem isto, e eu respondo já. No zoológico de Barcelona há uma elefanta solitária que está morrendo de pena e das enfermidades, principalmente infecções intestinais, que mais cedo ou mais tarde atacam os animais privados de liberdade. A pena que sofre, não é difícil imaginar, é consequência da recente morte de uma outra elefanta que com a Susi (este é o nome que puseram à triste abandonada) partilhava num mais do que reduzido espaço. O chão que ela pisa é de cimento, o pior para as sensíveis patas deste animais que talvez ainda tenham na memória a macieza do solo das savanas africanas. Eu sei que o mundo tem problemas mais graves que estar agora a preocupar-se com o bem-estar de uma elefanta, mas a boa reputação de que goza Barcelona comporta obrigações, e esta, ainda que possa parecer um exagero meu, é uma delas. Cuidar de Susi, dar-lhe um fim de vida mais digno que ver-se acantonada num espaço reduzidíssimo e ter de pisar esse chão do inferno que para ela é o cimento. A quem devo apelar? À direcção do zoológico? À Câmara? À Generalitat?
P. S.: Deixo aqui uma fotografia. Tal como em Barcelona há grupos – obrigado - que têm pena de Susi, na Austrália também um ser humano se compadeceu de um marsupial vitimado pelos últimos incêndios. A fotografia não pode ser mais emocionante.





Pelos Animais

sexta-feira, dezembro 05, 2008

O Marley Sorri de Contente Ao Saber Da Sua Nova Dona

O Marley já tem dono! Uma nossa cliente já muito conhecida pelo bom trato que dá aos animais e às pessoas (é médica de primatas supostamente mais evoluídos) adoptou o nosso querido Marley, em que a condição primeira para a sua adopção era que fosse um cão de dentro de casa, e nesse caso irá partilhar o jardim e o interior da residência. Estamos todos muito contentes e agradecemos a todos principalmente os nossos clientes que nos alertaram quando encontraram o Marley ao lado de uma estrada algures em Coimbra. Longa vida ao Marley. E para o Marley não vai nada nada nada?...Tudo!!!! :)
Pelos Animais

As Injustiças do Mundo

As imagens testemunham a abissal diferença das condições de vida entre alguns animais e outros
Animais abandonados na praça da República em Condeixa ao lado da caixa que colocamos para se protegerem
As minhas gatas; a Nequinhas (que tem só três patas) e a Xinguinhas (que abraça a Nequinhas) descansam confortadas com o calor da radiador A nossa assistente Ângela afaga um desamparado depois de colocar comida e uma caixa de cartão com uma manta para ele dormir protegido do frio gélido destes dias

As gatas dormem despreocupadas, com a barriga cheia, confortadas de mimo e calor do radiador

As injustiças deste nosso conturbado mundo não se limitam de modo nenhum ao universo dos humanos, extravasando pelas diversas dimensões do planeta, e bem à porta das nossas casas todos os dias presenciamos casos de animais abandonados por "donos" inconscientes, inconsequentes, com manifesta falta de respeito pelos seres vivos e naturalmente pelo ambiente e pelo próximo. Muitos estudos indicam que o desrespeito pela natureza e pelos animais reflecte-se normalmente na atitude para com os "semelhantes", sendo normalmente pessoas que têm dificuldade num relacionamento saudável. Em Condeixa assistimos todos os anos ao abandono massivo de animais, principalmente de cães de caça, tornando-se numa "tradição" dolorosa para quem assiste a desumanidade deste espectáculo permanente. E é triste saber que o fim da maioria desses animais é a eutanásia pelo veterinário camarário devido à falta de meios para mantê-los, sendo o resultado de várias anomalias de funcionamento da sociedade inteira. Nestes dias gélidos tornou-se imperioso fazer alguma coisa, nem que fosse uma gota de água no oceano, e decidimos pelo menos colocar um caixote com uma manta e alguma comida para que se protegessem na noite mais fria. E agora comparo os cães famintos às minhas gatas que ronronam ao calor do radiador eléctrico, tendo sido uma delas salva da rua. Infelizmente não poderemos salvá-los todos sozinho, mas temos a consciência de que existem vontades que bem conduzidas poderiam fazer um mundo muito melhor para os nossos animais. Até quando ficamos sem fazer nada e permitir que alguns animais sejam "mais iguais que outros"?

Pelos Animais

sexta-feira, novembro 14, 2008

Marley Após Terrível Acidente Procura Lar

Olá, eu sou o Marley, ou é o que me chamam agora porque não sabem o meu verdadeiro/anterior nome. Os veterinários da Vetcondeixa, que me foram buscar quando jazia numa estrada paralela à estrada principal perto da Escola Agrária em Coimbra e tinha uma poça de sangue por baixo de uma pata que estava muito maltratada, pensam que a lesão foi causada por uma armadilha clandestina de caçadores e que alguém me colocou aí arrependido pelo efeito paralelo da armadilha. A pata estava toda desfeita e os veterinários levaram-me numa ambulância e depois operaram-me amputando a pata. Apesar disso e por causa de todo o carinho que tenho recebido e comidinha, bem como caminha e ar condicionado nestes dias de frio lá fora, já consigo andar e posso ter uma vida normal se encontrar alguém para eu acarinhar com muitas lambidelas :). Ps. apesar da participação apresentada na GNR ainda não encontraram nem a armadilha nem os autores deste bárbaro crime. Ah, o meu telele para adopção, mas só para quem estiver disposto a dar e a receber carinho a um amigo de pêlo e três patas como eu, é 969 032 126, e podem-me visitar todos os dias na clínica. Se preferem fazer chamadas fixas é o 239 945 057. Estou à espera!!!
Eu já anestesiado na ambulância a ser transportado para a clínica da Vetcondeixa
A minha pata desfeita ainda na maca. Felizmente quando chegaram na ambulância tranquilizaram-me com analgésicos e puserem-me a dormir para não sofrer até ser operado.


Logo depois de ser operado e ainda a dormir um soninho da anestesia Hoje estou a dar uma risada duma piada sobre o Saci Pererê


E então?





De perfil. Até que sou um cão jeitoso. lol

Pelos Animais

terça-feira, julho 29, 2008

O Abandono de Animais em Portugal



«O abandono de um animal é um acto cruel e degradante». É o que diz o artigo 5º da Declaração Universal dos Direitos do Animal. E com as férias à porta, o número de animais abandonados sobe exponencialmente, apesar de ser uma realidade silenciosa durante o ano. As diferentes associações de defesa dos animais registam os casos observados ao longo do tempo e concluem que apesar de todas as campanhas já realizadas, dos apelos sem conta, o número de cães abandonados está a aumentar. O ano passado foi considerado o pior ano em números de animais abandonados, mas este promete ultrapassar o anterior. Apesar da nova legislação obrigar a aplicação de um dispositivo electrónico de identificação em todos os cães nascidos a partir do dia 1 de Julho último, não se espera que este tenha reflexo no número de animais abandonados ainda este ano. A tendência de subida começou a esboçar-se em 2006 e não parou mais. Todos os canis estão cheios de animais abandonados, não havendo espaço para mais nenhum. Esta sobrelotação a nível nacional foi atingida desde Maio e que permanece, ou seja, o cão está a tornar-se num bem descartável e não só em Agosto, mas em todos os meses do ano, deixando o abandono de ser um fenómeno sazonal — os cães continuam a ser mais abandonados no Verão, mas esta situação passou a ser permanente na sociedade portuguesa por estes tempos.

As crescentes dificuldades económicas de muitas famílias portuguesas poderão explicar, em parte, este pico de abandonos. Há pessoas a trocarem as vivendas por apartamentos, a irem à procura de trabalho para o estrangeiro — em geral, vive-se com menos dinheiro. O abandono é um sintoma de crise, mas não apenas económica. Talvez uma crise de valores de um modo geral.
Na ausência de estatísticas oficiais, as associações têm os seus próprios indicadores. Entre os que abandonam, existem os "conscienciosos", ou que o tentam ser. São os que telefonam primeiro para os canis a pedir para receberem os cães. As desculpas são comuns — Vão desde alergias às ausências para o estrangeiro. Quem entrega os animais quase nunca diz que ele é seu. Dizem que encontraram o animal na rua ou que era de um amigo.
Outras chamadas são mais directas e afirmam peremptoriamente que vão de férias muito em breve e que não podem ficar com o cão! Alguns abandonam os animais no portão dos canis; outros são atirados por cima da vedação, mesmo que tenha dois metros de altura. E acreditem que há quem abandone os seus antigos amigos em plena auto-estrada, ou nalguma via rápida com a eminente probabilidade de atropelamento e causa de acidentes graves.
O número crescente de cães de raça pura entre aqueles que são deitados para a rua é uma das novidades desta nova vaga. O sangue azul já não os salva. Talvez porque a manutenção destes animais é habitualmente mais dispendiosa do que a de um rafeiro. É uma explicação, mas há outras. As notícias sobre as raças perigosas têm tido efeitos dramáticos, como já se previa; entre os abandonados com pedigree, avultam os pitbull e os rottweiler. Por outro lado, os cães são também, para certas pessoas, um fenómeno de moda — quando esta passa, troca-se de animal. Aconteceu, por exemplo, com os dálmatas.
Segundo as associações de defesa dos animais, a sucessão vertiginosa de abandonos ameaça rebentar com a reduzida estrutura de apoio existente no país, a maior parte a cargo de associações que vivem sobretudo de algumas poucas doações e do trabalho de um reduzido número de voluntários.
Um cão que entra num canil municipal, recolhido na rua, tem uma esperança de vida de sete dias. É o tempo legal para ser reclamado. Findo este prazo, é abatido. O principal trabalho de muitas associações de defesa dos animais é o de tentar evitar que este destino se cumpra, sobretudo, por via de campanhas de adopção. E os números são sempre impressionantes. Uma só associação já salvou cerca de mil cães em 3 anos. Alguns canis municipais tentam protelar o abate, mas como as instalações estão agora permanentemente cheias, aceleram o processo cumprindo o prazo legal de 7 dias. Isto reflecte as duas faces da mesma moeda: por um lado aumentam os abandonos e por outro, as adopções também estão em queda livre.
Quando se adquire um animal de estimação é preciso pensar bem. É uma acção que, para além de exigir uma dedicação «para a vida», implica muitas despesas.
Com o sol à porta, as responsabilidades e as preocupações são postas de lado e o que interessa é descansar, trabalhar para o bronze e sair com os amigos. Mas há responsabilidades que não podem ser ignoradas e os animais de estimação são uma delas.
Calcula-se que existem 12 mil animais abandonados em Portugal.

ESTE VERÃO, NÃO DEIXE O SEU MELHOR AMIGO PARA TRÁS


Pelos Animais

sexta-feira, junho 27, 2008

Mais Notícias do Crime em Aveiro

Notícia no "Público":

Na localidade de Cacia
Cão mutilado e deixado sem assistência no distrito de Aveiro
25.06.2008 - 16h31 Susana Almeida Ribeiro, com Ana Machado
Um cão foi mutilado com uma máquina de ceifar, na passada terça-feira, em Cacia, concelho de Aveiro. O responsável pelo acto abandonou o cão sem assistência, tendo o animal morrido passadas 24 horas. O homem, que vivia em terrenos adjacentes ao local onde o cão se encontrava, não foi em momento algum ameaçado pelo animal, que tinha cerca de um ano e era de pequeno porte, garantem testemunhas. A GNR está a investigar o caso.

Armanda Pinto Ribeiro, de 50 anos – voluntária de três associações de defesa dos animais e que vive perto do local onde o cão foi mutilado – foi contactada pela dona do animal quando esta percebeu, passadas mais de 15 horas, que ele ainda estava vivo. As duas levaram o cão à clínica Planeta Animal, em Aveiro. Aqui, o animal foi assistido, tendo chegado a ser preparado para uma cirurgia com o objectivo de lhe serem amputadas as quatro patas, mas acabou por não resistir à extensão dos ferimentos e ao número de horas que ficou sem assistência.

"Sabemos quem foi o indivíduo que fez isto. Ele tinha ordens para cortar a erva do terreno, que pertence a umas pessoas de Lisboa, e quando foi para lá com a máquina de ceifar, viu o cão e mutilou-o. Ele fez de propósito, por crueldade. Ele até teve que fazer marcha-atrás com a máquina, para passar por cima do cão. O animal tentou fugir, num primeiro momento, mas depois deve ter ficado desorientado, com o barulho, e acabou por ser apanhado".

"No fim ele ainda se virou para a dona, que assistiu a tudo sem poder fazer nada, e disse-lhe 'O teu cão, esquece, ficou arrumado!'", indicou ainda Armanda Pinto Ribeiro ao PÚBLICO, confirmando que o cão era de pequeno porte, tinha cerca de um ano, e não era ameaçador.

Glória Afonso, também voluntária em associações locais de defesa dos animais, confirmou a mutilação do animal, mas considera que o facto de os donos terem demorado mais de 15 horas a perceber que o animal ainda estava vivo, antes de procurarem socorro, não abona em favor do caso.

Os donos do animal dirigiram-se à GNR para apresentar queixa, onde lhes terão solicitado os documentos de registo do animal e o boletim de vacinas, que o animal não tinha, como explicou ao PÚBLICO o tenente comandante Faria, do destacamento da GNR de Aveiro.

Para apresentar queixa deveriam ter os documentos”, diz, acrescentando que esta acabou por não ser apresentada. “Ninguém recusou a queixa”, garante o graduado. Mas confirma, após a questão lhe ser colocada, que, havendo testemunhas que confirmassem que as pessoas em causa eram proprietárias do cão, isso bastaria para seguir com a queixa em frente, mesmo sem documentos.

A queixa sobre a agressão ao animal acabou por chegar depois à GNR pela linha SOS ambiente e o tenente comandante Faria afirma que “estão a correr as diligências levadas a cabo pela equipa de protecção da natureza e ambiente para apurar a verdade dos factos e definir se existe matéria contra-ordenacional ou criminal”.

De acordo com informação disponível no site da associação ANIMAL, a violência contra animais é punível com coimas cujos valores podem variar entre os 500 e os 3740 euros. Mas Miguel Moutinho, da associação, explica que a agressão a animais não consta como crime na legislação portuguesa. E que a única maneira de punir criminalmente quem agride é encarando a agressão como um crime de dano de propriedade. Para isso os donos têm de ser identificados como tal. O caso passa então para a esfera do Ministério Público, a quem se pode apresentar a queixa directamente.

“Se for um cão vadio não se trata de um crime. A legislação portuguesa não tipifica como crime um único acto de violência contra animais. Mas aqui há crime de dano, a propriedade de alguém foi destruída. Sem dono, a agressão leva a uma mera contra-ordenação. E se o agressor não tiver dinheiro fica tudo na mesma”, explica Miguel Moutinho."

In "Publico.Pt"

Assinem petição aqui.


Pelos Animais

domingo, junho 22, 2008

Crueldade em Aveiro

Recebemos um mail que denuncia uma barbaridade cometida contra um indefeso animal. Ainda não tenho informações das acções que foram movidas contra o autor deste repugnante crime. Esperemos que não fique no anonimato e oferecemos a nossa colaboração para que essa situação não fique impune, para contrariar a gratuidade com que se cometem crimes desta natureza contra animais que não tem nenhuma protecção e encontram-se abandonados a mercê de seres a quem a lei não julga.







As imagens são muito fortes, mas sem elas não seria possível tentar transmitir o sofrimento a que esse indivíduo provocou no indefeso cão, e vangloriando-se de seguida, como reza o seguinte texto:







"Em Aveiro, um indivíduo esmagou as 4 patas a um pequeno cão pertencente a pessoas muito pobres, e deixou-o abandonado no local, vangloriando-se do seu feito perante terceiros.

O animal esteve em sofrimento mais de 24 horas até que foi encontrado pelo dono que pediu ajuda. Foi de imediato transportado para uma clínica veterinária por uma voluntária mas já não foi possível fazer nada por ele. Faleceu pouco depois.

Tal acto de crueldade choca qualquer pessoa éticamente bem formada e sensível ao sofrimento, independentemente da maior ou menor simpatia que tenha pelos animais.

A comunicação social desempenha - ou pode desempenhar, se o pretender - um importante papel na formação da consciência ética e cívica dos cidadãos noticiando actos reprováveis como o referido e a que ninguém moralmente bem formado pode ficar indiferente.

Aliás, a investigação criminal e as estatísticas demonstram que quem pratica crueldade contra os animais pratica-a também contra humanos, sobretudo contra os mais indefesos. A maioria dos autores de homicídios, ofensas corporais graves, violação, abuso sexual de menores e roubos, começaram por praticar maus tratos contra animais, passando depois à família e por último a outros cidadãos. Por isso mesmo, as polícias, a nível mundial, tomam cada vez mais em consideração na investigação criminal a prática de crueldade contra animais por parte dos suspeitos. A insensibilidade face ao sofrimento é igual, quer a vítima seja humana ou não humana, precisamente porque no sofrimento os animais sencientes não se distinguem dos humanos.

É errado pensar-se que a violência e crueldade contra animais é um problema menor entre os vários problemas sociais e que, por isso mesmo, não deve merecer atenção por parte dos meios de comunicação social. A denúncia da crueldade contra animais além de contribuir para a formação da consciência ética dos cidadãos relativamente ao respeito pelo sofrimento dos animais, funciona também como prevenção da criminalidade contra as pessoas.

Com os melhores cumprimentos,

Maria da Conceição Valdágua
www.pravi.org
www.invirtus.net/pravi "








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