A Nossa Clínica
A Vetcondeixa, fundada em 30 de Dezembro de 1990, localiza-se em Condeixa-a-Nova, dispõe de generosas instalações, moderno equipamento e sofisticados meios auxiliares de diagnóstico.
Disponibiliza um horário de atendimento alargado, (de segunda a sexta da 10:00h as 13:00h e das 15:00h as 20:30h e aos sábados das 10:00h as 13:00h e das 15:00h as 18:00h) e uma equipa de profissionais atenta às necessidades dos clientes que nos visitam.
A nossa essência é a prestação de um serviço de excelência ao nível dos cuidados médicos de animais de companhia.
domingo, novembro 28, 2010
sábado, novembro 07, 2009
Miscelânia Exótica
A mesma pomba durante a rápida indução da anestesia por máscara com isoflurano+oxigénio
sexta-feira, janeiro 23, 2009
Painho de Cauda Bifurcada
segunda-feira, dezembro 29, 2008
sábado, dezembro 22, 2007
Aves Mortas em Cabo Verde

Por Fernando Peixeiro, da Agência Lusa
Cidade da Praia, 22 dez (Lusa) - Cabo-verdianos mataram, entre 5 e 20 de outubro deste ano, mais de 12.000 cagarras-de-Cabo Verde, uma espécie de ave marinha ameaçada e que vive sobretudo no ilhéu Raso, perto de São Nicolau, desde 2003 classificado como reserva natural.
A denúncia parte da associação ambientalista Biosfera I, da ilha de São Vicente, que esta semana apresentou na capital do país, Cidade da Praia, uma exposição sobre o atentado ambientalista que se repete todos os anos.
Segundo o presidente da associação, desde a década de 40 que a história se repete: no ilhéu Raso, onde vive 75% da população mundial da cagarra-de-Cabo-Verde (Calonectris edwardsii), os populares matam milhares de crias no momento em que estão prestes a sair do ninho.
"Há três anos mataram entre 30 a 35 mil cagarras, no ano passado mataram no ilhéu Raso 27 mil crias, este ano não chegou a 13.000", disse à Agência Lusa José Melo, técnico de pesca, ambientalista e presidente da Biosfera I.
A diminuição da mortandade não se deve a uma maior consciência ambiental, frisou José Melo, explicando que ela é apenas conseqüência de uma diminuição assustadora da população de cagarras-de-Cabo Verde, que atualmente não chega a 15 mil exemplares.
"A cagarra só põe um ovo, em junho. A cria nasce no mês de julho e é alimentada pelos progenitores até outubro. É nessa altura, em duas semanas, que os pescadores apanham milhares de crias", contou.
A exposição não foi visitada por qualquer responsável do governo de Cabo Verde, embora tenha sido precisamente este executivo que integrou o ilhéu Raso, em 2003, por decreto-lei, na Reserva Natural Integral de Santa Luzia e Ilhéus.
Apesar da classificação como área protegida, por lei, o executivo nunca protegeu, até hoje, as cagarras, nem impediu a morte de milhares destas aves todos os anos, acusou José Melo, acrescentando que não é por desconhecimento da situação, porque a Biosfera I tem alertado com freqüência para o problema, inclusive em um encontro com o próprio primeiro-ministro, José Maria Neves.
"Em termos de legislação a cagarra está protegida. O ilhéu Raso faz parte da reserva natural e Cabo Verde tem assinado protocolos de proteção das espécies endêmicas. Em termos de lei, temos tudo mas não há, literalmente, nenhuma proteção", lamentou.
Na exposição, a Biosfera I apresenta um vídeo no qual se vê pescadores a apanharem as crias, a torcerem-lhe o pescoço e grandes montes de penas e cagarras mortas.
Quer José Melo, quer Tommy Melo, biólogo, não entendem como é possível esta matança anual numa ilha protegida, especialmente porque as condições geográficas do ilhéu apenas permitem um local para se aportar, o que facilitaria a fiscalização.
Como nada foi feito até agora, José Melo e Tommy Melo temem que, se a matança continuar, as cagarras do ilhéu Raso vão acabar em três anos.
Mas o desprezo pelo ambiente tem outras conseqüências, alertam: com o fim das cagarras acaba também a espécie de lagarto que existe na ilha, única no mundo, que se alimenta dos excrementos das aves e dos insetos que eles atraem.
Se os pescadores vão matando as cagarras-de-Cabo Verde em todos os meses de outubro, no dia-a-dia tentam também capturar outra ave da ilha, a calhandra (espécie de cotovia), que, segundo os dois responsáveis, é "a ave mais rara do mundo".
"Em 2004 havia no ilhéu 250 calhandras, no ano passado 72 e este ano 18", diz José Melo, acrescentando que por se tratar de uma ave dócil é capturada viva e vendida para viver em cativeiro.
A calhandra é uma ave única no mundo, que só voa a 10 metros de altura e não consegue voar mais do que 30 metros de comprimento, pelo que está confinada ao ilhéu Raso.
"Todo o ilhéu Raso tem um endemismo fabuloso. E só estamos a falar da fauna, porque em termos de flora é também riquíssimo", conta José Melo.
A cagarra-de-Cabo Verde é única no mundo e começou a ser morta na década de 40, para suprir os efeitos da fome que então assolava o arquipélago.
"Hoje é apanhada para ser vendida nos restaurantes de Santo Antão, como prato típico", conta José Melo, frisando que são aproveitados 55 a 60 gramas de carne, ao custo de dois euros, o mesmo preço de um quilo de frango.
O ilhéu Raso, entre Santa Luzia e São Nicolau, tem menos de sete mil metros quadrados e é fácil de proteger "porque a matança ocorre apenas 15 dias por ano", só falta "vontade política", dizem os dois responsáveis.
Este ano, em 4 de outubro, o jornal O Liberal alertava que no dia seguinte iriam começar a sair botes de Sinagoga (Santo Antão) para irem, em alguns dias, "esvaziar os ninhos das indefesas aves que antigamente abundavam em Cabo Verde", acrescentando: "Os departamentos do Estado com responsabilidade na matéria, vão, este ano, ainda a tempo de evitar mais este atentado contra a escassa vida selvagem do país".
A Biosfera I tem procurado sensibilizar as populações para o perigo que as aves correm, com palestras em liceus e exposições como a da Cidade da Praia.
A associação foi criada no ano passado, no seguimento de uma feira ambientalista (Ecofeira 2006), no Mindelo, que reuniu biólogos e naturalistas e que se destinou a chamar a atenção para os problemas ambientais de Cabo Verde, país onde também todos os anos são capturadas e mortas centenas de uma espécie de tartaruga em vias de extinção.
José Melo e Tommy Melo querem agora levar a exposição sobre o abate de cagarras a Lisboa.
No mundo existem três espécies de cagarras, aves migratórias de longa distância, que passam a maior parte do tempo voando sobre o oceano e só vão a terra para se reproduzir.
Pelos Animais
sábado, setembro 08, 2007
Ao Mar, Ao Mar
O Prof. Vingada explica como distinguir as diferentes aves marinhas, e na figura podemos ver gansos patolas (Sula bassana) nas suas diferentes idades, diferenciando os adultos dos juvenis pela sua plumagem branca.
Uma das baleias-anãs (Balaenoptera acurorostrata) avistadas

Golfinhos comuns (Delphinus delphis) acompanhando a proa do barco (um imperdível espectáculo que a natureza nos brindou)

Esta foto retrata o espelhado do mar como um lago de azeite

Skua ataca gaivota
Colocado por Salvadorvet
Neste vídeo que foi resultado de uma oportunidade única, observamos um moleiro-grande (Stercorarius skua)a perseguir uma gaivota tentando tirar-lhe o peixe da boca. A perseguição cessa no momento em que a gaivota resolve que seria melhor engolir o isco das fantásticas acrobacias :)
Golfinhos
Colocado por Salvadorvet
Agora a "jóia da coroa" foi a observação desta baleia-anã (Balaenoptera acutorostrata), que atinge os 10 metros de comprimento, e que teoricamente é de observação muito ocasional (acidental) nas água portuguesas. Ora, nesse dia observamos duas; ou foi uma coincidência memorável ou terão de ser alterados os dados relativamente a esses magníficos mamíferos marinhos nas nossas costas. Talvez essa disparidade de dados não fosse tão grande se se apostasse mais no ambiente e no seu estudo, tornando possível estas viagens de observação mais frequentes .
Pelos Animais
segunda-feira, outubro 16, 2006
O Memé (Tomé), O Paul, A Elisa, O Gui e o Ganso Patola
Quem se lembra das duas gatinhas lindas que andavam à procura de um lar? Esta é uma delas e agora responde pelo nome de Elisa. parece assustada na foto, mas ela é uma deliciosa peste que arranha a dona que a adora e descreve todas as suas brincadeiras e malícias com os pormenores de quem está apanhadinha pela sua nova menina. Foi vacinada contra a leucose, a coriza e a panleucopénia felina e desparasitada interna e externamente. Daqui a um mês volta para o reforço. E aos seis meses planeamos com a dona ela voltar para ser esterilizada.
Este é o Memé, ou melhor Tomé de nome, mas toda a gente em casa o trata por Memé. Terrível e glutão, com excesso de peso apesar de já ter sido operado à displasia da anca. Nem parece, porque está sempre a saltar por um biscoito! Ainda me lembro do dia em que a dona telefonou-me aflita porque estavam a passear com ele pelos campos e de repente descobre uma bifana! no meio de nenhures e ingeriu-a de imediato, sem mastigar e sem dar tempo para que ela agisse. Na altura achamos tão estranho que suspeitou-se que a carne estivesse envenenada e tomaram-se as providêncis necessárias, mas os receios eram infundados. Hoje veio porque tem uma ferida de difícil cicatrização numa das patas, que lambe incessantemente devido à ansiedade de separação que sofre durante o dia.
O simpático Gui acaba de chegar à clínica e começa a latir com um som só dele. Reconheço logo que ele está na Sala de Recepção, mesmo quando estou nos andares superiores. Apesar da idade continua com a energia de um jovem e acompanha sempre os donos à toda a parte. É bom ver que eles se preocupam com ele telefonando-nos ao menor sinal de alteração do seu estado de saúde. Veio porque começaram a aparecer uns altos no corpo, que ao serem apalpados têm a consistência típica de lipomas que são benignos e que habitualmente aparecem nos cães com a idade mais elevada. De qualquer modo combinamo um check-up daqui a duas semanas para controlarmos a sua saúde para que o Gui viva muitos mais anos com qualidade.
O ganso patola é uma ave marinha com um ar muito simpático e cómico. Mas há que ter cuidado com as bicadas e às vezes é preciso protecção dos olhos com óculos porque pode ser perigoso, e também deve-se ter atenção ao imobilizar o bico, ter o cuidado de não fechá-lo completamente colocando um lápis, por ex, porque não possuem narinas para que possam mergulhjar no mar sem respirarem a água. Este nosso amigo foi trazido pelo Prof. Vingada, biólogo coordenador da SPVS (a SPVS também está a recuperar o baby Globicephala) com a suspeita que teria ingerido um anzol. Fizemos um Rx e felizmente não havia anzol, mas descobrimos que a traqueia estava fora do sítio, dorsalmente às vértebras cervicais, situação que está descrita em casos de trauma, de embate. Ela está a comer bem e prescrita a terapêutica voltou para o Centro da SPVS onde vai recupera e um dia desses esperamos passar o filme do seu regresso ao alto mar.
O Paul é um caniche filho de campões com um pedigree muito invejável. Fabulosamente simpático e agitado. Foi difícil conseguir uma pose minimamente aceitável para esta foto, mas ao fim de algumas tentativas presenteou-nos com essa posição vertical, seriamente a fitar a dona e quiçá perguntando porque diabo estavam ali agora com fotografias se lhe tinham prometido que era só para vacinas e que era coisa rápida?



