A Nossa Clínica

A Vetcondeixa, fundada em 30 de Dezembro de 1990, localiza-se em Condeixa-a-Nova, dispõe de generosas instalações, moderno equipamento e sofisticados meios auxiliares de diagnóstico.

Disponibiliza um horário de atendimento alargado, (de segunda a sexta da 10:00h as 13:00h e das 15:00h as 20:30h e aos sábados das 10:00h as 13:00h e das 15:00h as 18:00h) e uma equipa de profissionais atenta às necessidades dos clientes que nos visitam.

A nossa essência é a prestação de um serviço de excelência ao nível dos cuidados médicos de animais de companhia.

Mostrar mensagens com a etiqueta Répteis. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Répteis. Mostrar todas as mensagens

sábado, novembro 07, 2009

Miscelânia Exótica

Coelho em consulta

Testamos o apetite de uma furona que veio fazer as suas vacinas anuais

Um ganso patola em recuperação no Cram-Quiaios vem fazer um Rx na Vetcondeixa por suspeita de corpo estranho no aparelho digestivo (anzol)

Uma ecografia a uma tartaruga de orelha vermelha num dos poucos acessos possíveis

Um ouriço caxeiro em recuperação na Vetcondeixa que depois foi libertada com sucesso pela equipa da Cram-Quiaios

A mesma ouriço caxeiro que foi denominada de "Mariana" durante a sua recuperação

Uma jovem pomba em recuperação na Vetcondeixa

Uma cegonha que apresentava múltiplas lesões e infelizmente teve de ser eutanasiada por causa das danos irreversíveis que impossibilitavam a sua recuperação (a eutanásia foi realizada após anestesia com isoflurano)



Anestesia de uma pomba com isoflurano para observação das lesões que apresentava nas asas e respectivo tratamento, sendo assim executada de forma não stressante e mais eficaz para o animal, sendo a recuperação dessa anestesia rápida e segura, sem prejuízo para os orgãos como o fígado ou os rins, mesmo em animais debilitados, sendo um importante meio de maneio em aves.




A mesma pomba durante a rápida indução da anestesia por máscara com isoflurano+oxigénio



Uma iguana verde numa consulta na nossa clínica


Uma caturra em consulta, no momento em era pesada, sendo a sua variação um dos indicadores importantes de alteração de saúde.



Foca cinzenta em recuperação no Cram-Quiaios, sendo libertada posteriormente a norte de espanha, onde as águas são mais frias


Neste post utilizamos as fotos que a nossa ex- estagiária de enfermagem veterinária, Cátia Pinheiro, gentilmente nos cedeu, para ilustrar a variedade de espécies diferentes que encontramos na nossa prática clínica, e nalguns casos infelizmente, como no caso dos golfinhos, muitos são os que arrojam nas nossas costas, já mortos, e por isso a nossa acção resume-se à necrópsia na tentativa de apurar as causas da sua morte.

Pelos Animais

segunda-feira, julho 20, 2009

Iguana Joana Veio à Consulta

Curiosidade reptiliana :)


Para manter a iguana tranquila enquanto está ser obervada uma massagem no seu terceiro olho (glândula pineal) ajuda

A queimadura da Joana


A Joana está muita atenta ao meio


A iguana verde Joana veio à nossa consulta hoje porque sofreu uma queimadura ao encostar-se na lâmpada de cerâmica de aquecimento no seu terrário. Os donos preocupados trouxeram-na e preconizou-se uma solução para que esses acidentes não se repitam, protegendo e colocando a lâmpada longe o suficiente da Joana de forma a não poder encostar-se nela. A Joana foi medicada e volta daqui a uns dias para mostrar se a ferida está a cicatrizar bem. :)


Pelos Animais

terça-feira, dezembro 09, 2008

A Iguana Verde

Uma iguana adulta com ar saudável e medindo cerca de 1,5 mt

A foto é de uma iguana sofrendo de doença ósteo-metabólica devido ao mau maneio. Reparem na deformação do mandibular inferior.


A Iguana verde é um género de réptil nativo das zonas tropicais da América Central, do Sul e das Caraíbas e é um dos répteis mais criados em cativeiro, isto porque embora as Iguanas verdes possam atacar quando se sentem ameaçadas, a popularidade deve-se exactamente à sua enorme docilidade, comparada com outros répteis, e a facilidade de adaptação e interacção com o homem. Podem viver 15 a 20 anos em cativeiro.
A iguana possui uma barbela e uma fiada de espinhas que percorrem as suas costas até a cauda e um terceiro olho em cima da cabeça, que é conhecido pelo olho parietal e que parece uma escama transparente, que possui células fotorreceptoras numa estrutura semelhante a uma retina que tem a função de perceber as variações de luminosidade, regulando assim funções sazonais nomeadamente as ligadas à reprodução. Quando novos as iguanas verdes possuem uma coloração verde intensa, e à medida que crescem apresentam ao longo do corpo, listras escuras.
Vivem em árvores, em florestas tropicais húmidas, podendo medir desde 7 cm a 2 metros, sendo a cauda dois terços do seu comprimento. São animais estritamente herbívoros quando adultos e reproduzem-se através da deposição de ovos. Possuem uma excelente visão e podem ver à grande distância.
As iguanas são animais ectotérmicos, ou seja, são incapazes de manter a temperatura corporal constante por mecanismos fisiológicos internos (como fazem os mamíferos e aves), desta forma a temperatura corporal destes animais sofre grande influência da temperatura ambiental, no entanto as iguanas termorregulam procurando ambientes adequadas às suas necessidades de perda ou ganho de temperatura. À medida que as iguanas crescem mudam a pele, substituindo-a por outra e este processo chama-se ecdise, e dura cerca de 2 semanas, e nessas alturas podemos observar uma diminuição do apetite, diminuição das actividades físicas e procura de banhos de imersão. Outra característica destes lagartos é a capacidade de desprenderem parte da cauda como forma de defesa. O segmento de cauda amputada e em movimento distrai o predador enquanto a iguana foge. O órgão sexual do macho é constituído por dois pénis que se chamam hemipénis, e que se encontram alojados interiormente na base da cauda.
Ao planear um terrário para albergarmos uma amiga iguana, cinco factores básicos devem ser analisados:
1.A Temperatura deve ser entre 29 e 32 graus célsius durante o dia e entre 24 e 26 graus à noite. Sendo necessário um gradiente de temperatura, instala-se o sistema de aquecimento em um dos cantos, e por difusão a temperatura no terrário irá decrescer gradativamente; o aquecimento pode ser feito com lâmpada infravermelha, “pedra aquecida” ou outro sistema de aquecimento por contacto corporal, mas atenção ao risco de queimaduras protegendo as lâmpadas.
2.A Humidade deve estar entre os 70 e os 80%, que pode ser conseguida com um vasilhame de água de grande superfície produzindo evaporação e também com pulverizadores e sistemas de gotejamento.
3.A Iluminação respeita um foto período de 12 horas e deve-se providenciar abrigo para quando as iguanas quiserem evitar a luz. Existem lâmpadas fluorescentes específicas para répteis, que emitem também luz ultravioleta que é fundamental para a absorção do cálcio da alimentação, prevenindo uma das patologias mais comuns das iguanas em cativeiro.
4.É aconselhável que o terrário tenha o comprimento e a altura iguais a 2 a 3 vezes o tamanho corporal e a largura 1 a 1,5 o comprimento do corpo. Devem ser providenciados galhos ou troncos assim como prateleiras para que as iguanas possam subir e descansar, visto serem arborícolas no seu ambiente natural
5.O material deverá ser de fácil limpeza, tais como vidro e madeira impermeabilizada. O substrato pode ser de jornal ou pedras suficientemente grandes para não serem ingeridas.
Existem rações específicas para iguanas, mas é mais saudável se forem equilibradas com vegetais como couve-de-bruxelas, nabo, nabiça, dentes-de-leão, trevo, ervas silvestres, além de batata doce, cenouras, cogumelos, alfalfa, feijão verde e outros que devem constituir a parte importante da dieta.
Antes de trazer o nosso amigo parente de dinossáurio para casa é importante pensar em recriar o seu ambiente natural, senão, mais vale vê-lo pachorrento banhando ao sol e comendo as flores de ibiscus algures em Cancun.







Pelos Animais

sexta-feira, julho 11, 2008

Tartaruga de Orelha Vermelha



Uma cliente nossa encontrou uma Tartaruga de Orelhas Vermelhas (Trachemys scripta elegans) na via rápida em Taveiro-Coimbra e trouxe-a para a ajudar-mos a encontar um novo dono, que felizmente aconteceu no mesmo dia, como se vê nas fotos, um dos nossos clientes que veio buscá-la para o tanque de um amigo bastante espaçoso e com água corrente. :)


Devido a sua grande capacidade de reprodução e adaptação a novos ambientes, em alguns países como no Brasil, Austrália, Califórnia, Canadá, França, Suécia e África do Sul, a importação está suspensa, pois os animais fogem por vezes do cativeiro ou então são soltos por proprietários que as não querem mais, indo competir com os animais de ambientes semelhantes aos deles e causando desequilíbrios, principalmente com outros quelônios. As tartarugas de orelha vermelha macho se tornam sexualmente maduras quando estão com idades entre 2 e 5 anos de idade. Neste momento, elas possuem mais de 10 centímetros de carapaça (4 polegadas). Já as fêmeas levam mais tempo para alcançarem a maturidade sexual e isso ocorre quando elas possuem de 5 a 7 anos de idade e com a carapaça medindo em torno de 15 a 19 centímetros (6 a 7.5 polegadas). O animal adulto em cativeiro atinge cerca de 30 centímetros e na natureza cerca de 40 centímetros, chegando a viver aproximadamente 40 anos. Existem também algumas variações de cores na espécie Trachemys scripta elegans, apresentando desde casos de albinismo, leucisticas e de cores de tons pastéis.






Pelos Animais

sexta-feira, fevereiro 22, 2008

O Maravilhoso Mundo da Medicina Exótica e Selvagem





Uma tartaruga marinha em recuperação é pesada e recolhemos sangue para análise

O sangue da tartaruga com os seus característicos glóbulos vermelhos com núcleo contrariamente aos mamíferos que não têm núcleo

Uma iguana de Leiria vem à nossa consulta


A iguana tinha uma personalidade bem vincada

E depois de algumas insistência lá nos permitiu que recolhêssemos algum sangue e observar ao microscópio, e observamos os seus característicos glóbulos vermelhos nucleados alguns glóbulos brancos


Uma tartaruga marinha boba (Caretta caretta ) com um papiloma na carapaça que foi removido depois cirurgicamente




Um papagaio cinzento com "picacismo" em que lhe restava uma última pena vermelha; um dos desafios mais frustrantes da medicina com psitacídeos, mas neste caso está a melhorar com as melhorias ambientais introduzidas :)








A Martinha :)



Uma falsa coral com prolapso da cloaca


A golfinha Martinha após arrojamento ainda apresentava lesões



Uma cegonha que nos foi entregue e que estava magra e com patologias pulmonares agora quase recuperada
A Martinha a nadar



Um ganso que tinha partido a asa




Este não é uma espécie considerada selvagem, até que nos arranhe ;)




Uma grande e maravilhosa Iguana verde





Nos braços do dono







A observação língua da iguana verde por entre os seus sopros de aviso ;)



Pelos Animais